Vidro soprado da Marinha Grande: como nasce uma peça feita à mão

Castiçal de vidro soprado Glow Together aceso, feito à mão na Marinha Grande

Na Marinha Grande, o vidro faz parte da paisagem há quase três séculos. Foi aqui que, no século XVIII, se instalou a Real Fábrica de Vidros, aproveitando a areia da região e a lenha do Pinhal de Leiria. Desde então, a cidade ficou conhecida como a capital portuguesa do vidro, e o saber passou de mestre para aprendiz, forno após forno.

Hoje ainda há quem trabalhe o vidro à mão, peça a peça. Contamos aqui, de forma simples, como nasce uma jarra, uma taça ou um castiçal de vidro soprado.

1. O forno

Tudo começa no forno, onde o vidro está em fusão a mais de mil graus. Com a cana, um tubo de metal comprido, o vidreiro recolhe uma pequena porção de vidro incandescente: é o "colher" do vidro. Muitas vezes, recolhe várias camadas, uma por cima da outra, até ter a quantidade certa para a peça.

2. O sopro e a forma

Ainda quente, o vidro é rolado sobre uma superfície lisa para ganhar simetria. Depois, o mestre sopra pela cana e cria uma bolha de ar no interior: é o início da peça. Com o vidro sempre a rodar, para não perder a forma, usa pinças, tenazes e blocos de madeira molhada para alongar, abrir ou dobrar. Nada disto se mede em milímetros: mede-se com os olhos e com as mãos.

3. A cor e a textura

A cor entra em grãos ou em pó, que se juntam ao vidro quente. É assim que nascem os pontos de cor dos candeeiros NIU, os filamentos das jarras Sweet Flavour, que lembram fios de açúcar, ou a superfície vulcânica das taças White Vulkanic. Como cada gesto é diferente, nenhuma peça sai igual à anterior.

4. O recozimento

Quando a forma está feita, a peça vai para uma arca de recozimento, onde arrefece devagar, durante horas. Este passo é invisível, mas essencial: se o vidro arrefecesse de repente, ficaria com tensões e podia partir. Só depois do recozimento a peça é verificada, acabada e embalada.

Pequenas diferenças, grande valor

Uma pequena bolha de ar, uma variação de cor ou um filamento mais grosso não são defeitos: são a marca de que a peça foi feita à mão. É isso que distingue o vidro soprado de um objeto feito em série.

As peças da Marinha Grande na Mão Feitio

Trabalhamos com a Glasscor, uma marca de vidro soprado à mão nascida na Marinha Grande. Selecionámos:

  • Castiçais Glow Together: vidro soprado com grãos de cera natural e pavio reutilizável, em verde fumado, fumado, mostarda e mocha mousse. Basta voltar a encher quando a cera acaba.
  • Jarras Sweet Flavour, em marfim e rosa, bonitas com flores ou sozinhas.
  • Taças White Vulkanic, em edição limitada, para o centro da mesa.
  • Candeeiros NIU, que de dia são escultura e à noite espalham uma luz quente e cheia de cor.

Como cuidar do vidro soprado

  • Limpe com um pano macio e água morna, sem produtos abrasivos.
  • Evite mudanças bruscas de temperatura, como água muito quente num vidro frio.
  • Nos castiçais, nunca deixe a vela acesa sem vigilância.

Pode ver todas as peças em Vidro ou no mundo Luz & Transparência. São presentes que duram muito para além do Natal.